Descrição
Sobre o livro:
João de Castro diz ter se abeberado de alguns preceitos da Geração Mimeógrafo, movimento (?) que se propunha a combater o formalismo das vanguardas para retomar alguns postulados do Modernismo. Em outras palavras, se insurgindo contra o formalismo das vanguardas, a Geração Mimeógrafo repôs em circulação “a marca suja da vida”, o dia a dia, o cotidiano das coisas frugais e fugazes. E o fez incorporando à sua dicção lírica um discurso anárquico, irônico, radicalmente oposto à sisudez e à circunspecção do concretismo e seus desdobramentos.
João de Castro é um livre atirador, não se prende a breviários, mas a brevês que o facultam a alçar voo com as suas próprias asas orientado pelo radar da linguagem. Claro que ele tem influências, como as têm todos os que escrevem, pois escrever é um procedimento dialógico, uma conversação que o poeta ou o ficcionista mantém com os poetas e os ficcionistas com os quais possui “afinidades eletivas”.
João de Castro pode ter da Geração Mimeógrafo – e até do Tropicalismo –, o gosto pelo desdém, pela galhofa, mas, diferentemente desse movimento, cuida do aspecto formal dos seus poemas, não descura do artesanato, sem incorrer no virtuosismo muitas vezes estéril e falacioso das vanguardas.
Por outro lado, até mesmo nos poemas de extração metalinguística, o eu lírico não se fecha em copas, pois sai para o lado de fora e estabelece um efetivo e afetivo congraçamento com a vida.
Com esse livro de estreia, a depender de sua pertinácia e de sua persistência, João Pedro tem tudo para cumprir um percurso francamente ascensional. Aguardemos o seu próximo livro.
Sérgio de Castro Pinto
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Outras informações:
Título: Arribaçã carcará
Autor: João de Castro
Gênero: Poesia
Tamanho: 13 x 19 cm
Páginas: 60
Papel: Polén Bold 90 g/m²
ISBN: 978-65-989287-7-3
Ano: 2026
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Sobre o autor:
João de Castro é historiador e mestrando em História na Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba. Enquanto historiador do campo estético, pesquisa a relação entre literatura e processo social, a partir de uma perspectiva dialética, seguindo os passos de uma tradição crítica e marxista, local e internacional. Atualmente realiza estudos sobre as poesias de Ferreira Gullar no contexto da ditadura empresarial-militar, debruçando-se sobre a contradição matéria local/forma literária no que tange a experiência de modernização catastrófica do capitalismo periférico e dependente. Também pesquisa sobre história das ideias e teoria crítica marxista, focando em temas como teoria Estética, teoria da História, Verdade e Dialética Negativa. Também tem interesse em história e crítica cinematográfica e de artes plásticas. Atualmente, arrisca-se a lirismos.




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